• Thiago Andrade

Indication Presents III – Concrete and Gold (2017)

“Uma obra prima improvável para o momento.”

Quando falamos de música nos dias de hoje, o Rock n’ Roll (puro mesmo), quase não está em pauta. Sempre que vamos falar sobre uma música ou um álbum, voltamos no tempo para contemplar os clássicos. Mas tem uma banda que vem mostrando o que realmente falta para o Rock voltar ao domínio do mundo. Atitude Rock n’ Roll.

O que temos de bandas de Rock neste novo milênio, é algo intrigante, de fato as bandas desta nova era precisam de mais atitude. Música é 50% som e 50% atitude, o sentimento que cada tipo de som passa é refletido na sua atitude, letras, solos, e corpo. Dave Grohl vive isso há anos, e ninguém mais apto para essa tarefa do que o ex-batera do Nirvana, não é mesmo!?

O Foo Fighters nunca perdeu a sua essência, por isso estão sempre bem nas paradas e seus shows são os mais esperados de todos os anos.  Porém não estou aqui pra falar de FF no geral, mas sim de um álbum em específico.

Concrete and Gold.

Aqui meu Brother, temos uma obra prima do Rock, feita em 2017. Isso soa muito estranho não é mesmo!? Pra mim, ‘Concrete and Gold’ já é um clássico. 

Agora, faz aquilo que sempre peço pra você fazer. Sente-se na sua poltrona, se estiver na instiga de comprar um vinil, é o melhor a se fazer, se não, mete o Spotify no micro-system aí mesmo e boa. Abra uma garrafa da sua melhor bebida, e ligue o disco na primeira faixa.

Uma curiosidade legal sobre o disco, é que o produtor escolhido por Dave Grohl, foi Greg Kurstin, conhecido por trabalhos com Adele, Pink e Kelly Clarkson. Louco né!? Foi uma decisão muito ousada, até porque os dois últimos álbuns da banda haviam sido produzidos pelo mestre do Grunge, Butch Vig. Pra você entender melhor a decisão de Dave, deixamos aqui um vídeo feito pela banda, ilustrando o making of do disco.

O Disco tem uma abertura de muita pancadaria, um corpo consistente demais. E uma finalização de tirar o fôlego. Bora falar sobre as faixas? 

“T-Shirt” e “Run” (A Abertura)

Essa é uma das minhas aberturas de disco preferidas! T-Shirt entra como suave e de repente te dá um belo soco na cara, daí você pensa, “Começou um disco do Foo Fighters!”. Em seguida pra não perder o pique vem Run, que é a melhor música do álbum e uma das melhores músicas do novo milênio. Uma mistura melódica e agressiva, com linha muito bem feitas entre as 3 guitarras, além de uma composição magistral da batera de Taylor Hawkins.

“Make It Right”, “The Sky Is a Neighborhood”, “La Dee Da”

Aqui temos três ótimas músicas, até de certa forma meio Pops, para dar corpo ao disco, digo Pop pois “The Sky Is a Neighborhood” chegou a tocar em uma novela da Globo, estranho mas aconteceu. As 3 possuem uma pegada bem intensa e pesada, mas com refrões intensos e de muito bom gosto.

“Dirty Water” e “Arrows”  

Estas são as minhas faixas preferidas do álbum, dinâmicas, potentes e melódicas, como o Foo Fighters em sua essência.

“Happy Ever After (Zero Hour)” e “Sunday Rain”

Como se não bastassem as músicas com ótimos refrões e linhas pesadas, Concrete and Gold possui seu momento mais leve. Lembrando que a bateria de Sunday Rain foi gravada por nada mais nada menos que Paul McCartney, pois é meus amigos. 

“The Line” e “Concrete and Gold”

Pra fechar o disco temos a faixa que havia sido lançada como single “The Line”, e como última música uma obra um tanto quanto estranha, a faixa título, “Concrete and Gold”possui uma construção interessante, guitarras extremamente pesadas e um coral que te faz pensar que anjos do inferno estão cantando. hahaha… sem brincadeira!

Enfim Brother, se está afim de ouvir um bom disco de Rock feito no último milênio, ouça Concrete and Gold. 

Fim.

#rock

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